terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Abraçando um Jequitiba-Rosa

Quando pequeno vi muitos desenhos, e sempre me chamou mais atenção aquele que tivesse alguma figura típica de um herói: pessoa forte, determinada, util para a sociedade e o melhor de tudo - ao mesmo tempo que salvava o planeta, no outro segundo chegava a tempo em uma reunião de negócios, quando voltava a seu disfarce de humano.

Acho que ver desenhos deste gênero pode até fazer mal, porque eu queria ser assim: pronto pra salvar o mundo, bater em ladrões, parar um trem que iria cair de um penhasco, e, além disso, voltar ao disfarce normal sem um cansaço, dor de cabeça, e pronto para outras tarefas do dia.
Aí esqueci que sou humano. Um humano um pouco mole, confesso, ainda dentro de algum tipo de zona de conforto. Todos estamos álias.
Acontece que realmente devo ter levado essa coisa de herói a sério, porque hoje, mesmo um humano meio preguiçoso e cheio de problemas, quero ainda ter um jeito de abraçar tudo, absolver tudo, estudar de tudo, trabalhar de tudo.

Logo a noite coloco o relógio para despertar às 5 da manhã do dia seguinte: Levanto, tomo café, estudo, vou correr, banho, hora do trabalho, e-mails, telefonemas, aquela escapada para digitar artigo da faculdade, trabalho de novo, almoço, trabalho, outra escapada, aquela entradinha em algum site de relacionamentos, trabalho, janta, estudos, cursos extras (este é o melhor): ballet, judô, inglês, espanhol, mandarim, teatro, algum curso técnico, faculdade, aula, apresentação de um seminário, casa, planejamento daquela viagem, daquele intercâmbio, daquele emprego dos sonhos, daqueles mestrado, doutorado tão sonhado, estudos, tv, e ainda pra finalizar uma saída com os amigos.

Yes. Isso seria um dia de quase herói imagino (quase, passei longe ao o que os personagens dos desenhos animados fazem). Se eu fosse herói, iria querer provar de forma mais simbólica todo esse processo de  qual fiz tanta coisa em 'pouco' tempo: Seria a pessoa elástica, e o meu símbolo seria de minha pessoa conseguindo abraçar um Jequitiba-Rosa.



Aí aprendi. Aprendi que não aguento tanta força, meus braços não tem tanta elasticidade, e meu corpo, aguentando um dia assim corrido, no outro não aguentaria nem 10% do que citei acima.

Planejo tanta coisa em minha vida, tanta coisa para o dia seguinte, achando que serei capaz de tudo da noite pro dia. E esqueço que não sou herói, mas depois lembro, quando o cansaço bater, e na hora de me arrumar para algo, terei sim dor de cabeça, estresse.
Mas tenho minha semelhança com o herói, aquela que nos conecta em um unvierso só, uma coisa que para muitos possa ser insignificante: a arte de não desistir do que quer.

Posso não fazer tudo em um dia, mas se tiver vontade, posso dividir tudo isso, de forma sincronizada, e, com o tempo, longo tempo (fazer o que) terei um resultado bom no final, mesmo que isso demore.
Hoje tudo é rápido, que aos meus vinte e poucos já considero-me um incapacitado. Engano-me. Sou jovem, e capaz ainda de realizar muitas coisas pelo mundo.
Porque heróis no nosso mundo se forma com conquistas demoradas, sofridas, mas que valeram a pena quando adiquiridas.

E posso assim, não conseguir conquistar uma Jequitiba Rosa, mas posso, porque não, conquistar o mundo?
Acho mais digno!
E que todos aqueles heróis que se cuidem: Um novo herói, e mais concreto, está por vir.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Necessidade de minha infância - História sem fim - 7a edição, 1997.

 Feliz Ano novo a todos! Desejo tudo de bom a todos, e muitas conquistas!

Achei que depois de formada teria mais tempo para refletir, escrever. Aquele que disse que com o tempo facilita ou que finalizando algo tudo tranquiliza estava meramente enganado. A tendência é sempre mais responsabilidades,  desesperos, distanciamentos. Sobra-nos a paciência de entender tudo isso, e a força de vontade. Queria inaugura este post falando de Brasília, mas precisaria de tempo e infelizmente não tenho isso agora, então falarei de uma necessidade da minha infância. Quando estava na quinta, sexta série, usei um livro didático de uma autora no qual via algum texto na capa, porém as figuras tampavam partes deste texto. Ao abrir o livro, havia o trecho escrito, sem tampões, para nossa apreciação. Esse trecho é do livro História sem Fim (aposto que muitos já viram e/ou ouviram falar do filme) e desde então eu vinha atrás de tal trecho, porém minha infância está empacotada em alguns pacotes de mudanças. Um dia, mexendo por lá em busca de um livro sobre Renato Russo, achei o tal trecho. Sintam-se a vontade de ler, reler, de entender, de praticar, porque não vou explicar o trecho. Meu post acaba aqui.

"Bastian olhou para o livro.
'Gostaria de saber', disse para si mesmo, 'o que se passa dentro de um livro quando ele está fechado. É claro que lá dentro só há letras impressas em papel, mas, apesar disso, deve acontecer alguma coisa porque, quando o abro, existe ali uma história completa. Lá dentro há pessoas que ainda não conheço, e toda espécie de aventuras, feitos e combates - e muitas vezes há tempestades no mar, ou alguém vai a países e cidades exóticos. Tudo isso, de algum modo, está dentro do livro. É preciso lê-lo para saber, é claro. Mas, antes disso, já está lá dentro. Gostaria de saber como..."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Presente de Natal.


(De minha autoria, em plenos tempos de falsidade, desilusão de uma alma com sonhos)

Sentia-se afobação, sem ar. Ou melhor, com dificuldade de respirar, parecendo como se algo atrapalhasse. Abriu os olhos. Arderam. Viu, em pouca distância, a superfície da água. Refletia-se verde, devia ser fim de tarde, pensou (ainda pensou?). Tentou alcançar a superfície: fazia forças circulares com as pernas, com os braços, mas parecia não chegar ao topo. Aquilo foi incomodando a cada instante, despesperando, e a água fazia uma pressão contrária.
Um puxão forte de ar. Abriu os olhos. Era apenas mais um sonho e/ou pesadelo, depende do contexto. Virou seu corpo de frente ao teto, e tentou enxergar algo naquela escuridão. Levantou, e puxava o ar como se sugasse, devia ser uma certeza de vida, de não ter mais obstáculos. Decidiu ver que horas eram no seu celular. Quatro e meia da manhã, bufou. Foi ver correspondências, e-mails. Nada. Estava só, e era Natal.
Olhou pela janela de sua sacada. Ouvia vozes, risadas, a cidade iluminada pelo tempo festivo. Não que não tivesse com quem comemora tal tempo, mas eram familiares distantes, aqueles que se veem apenas em tempo de fim de ano.
Acende um cigarro, inala aquela fumaça com tanta força, em intenção de engasgar suponho. Não engasgou, que pena.
Que patifaria esses tempos! Pensava. Quantas risadas, quantas conversas, quantos abraços sem significados! Único período do ano que lembramos dos outros, que lembramos dos presentes...E ano-novo? Outra patifaria achando que será diferente, que tudo será renovago, e é a mesma babaquice.
Apagou o cigarro. Olhou ao relógio perto da cabiceira, cinco e vinte, quase de manhã. Decidiu sair.
Estava ventando, mas nada de temer um tempo de condições frias. Levava junto uma mochila, pesada, e fumava, dando tragadas cada vez mais longas.
Enfim parou, como se tivesse acordado de um momento sonâmbulo: encontrava-se na porta de um hospital. Jogou o toco do cigarro fora, abriu uma garrafinha contendo whisky barato, bebeu um pouco e entrou.
Estava tranquilo dessa vez, pessoas pareciam calmas por ali, e já se via alguns jovens sendo atendidos por culpa de bebedeiras, acidentes etc; foi em direção à recepcionista:
- Olá.
- Oi, em que posso ajudar?
- Sei que é madrugada, e o horário de visitas não é definitivamente agora, mas gostaria de ver uma criança, da ala de queimaduras, ou de quimioterapia, tanto faz.
A recepcionista, que até então não levantara os olhos, levantou, de forma desconfiada:
- Qualquer criança, como assim?
- Qualquer. Lhe suplico.
Quando já ia dizer não, aparece um doutor que encosta no ombro dela, e diz:
- Por favor, querida, deixa-o entrar, ele é voluntário!
- Ok, que fique em sua responsabilidade então!
Seguiram os dois pelo hall, em direção a quimioterapia. Segundo o Dr. A - assim nomeio - havia três crianças acordadas naquela hora.
- Achei que não viesse - o doutor quebrou o silêncio durante a caminhada - Olha, o que houve entre nós... por favor, guarde as recordações boas, você sabe o tanto que foi especial para mim.
- Ok, doutor, tá tranquilo! Eu não suporto esta data, e só tem uma coisa que ainda me mantêm fiel à alguma coisa é isto. Sobre nós, te entendo. Você encontro um novo amor, isso acontece. O mundo é grande demais para sermos de uma coisa só, um lugar só, uma pessoa só. Vou ao banheiro. Verifica se as crianças estão acordadas.
Bateu em seu ombro. O Dr. A fora verificar. Enquanto o outro tomara diferente rumo. Passara nem muito tempo, estava de volta, vestia-se uma camisola grande cor salmão, tênis branco, e um chapéu vermelho de Papai Noel. Possuia ainda uma caixa na mão.
Ao entrar na sala, havia mesmo três crianças acordadas, em apenas uma ala, conforme dissera o Doutor. Este saía no recinto, desejou boa sorte ao nosso personagem, fechou a porta, e sumiu, atravessando o corredor.
- Bom dia à vocês.
- Está ainda escuro! disse a criança número 1
- Sim, mas logo aparece o Sol, não falta muito, apenas uma hora, por aí. Sabe quem sou?
- Não! Disse e criança 3.
- Quem é você? Exclama criança 2.
- Sou um sujeito sem rumo na vida, diria. Tenho 32 anos, trabalho com Direção de Vídeos. Sou de Áries, ascendente em Peixes. Sou homossexual, solteiro, porque perdi meu namorado para alguém que ele mal conhece, odeio o Natal e sua farsa de que tudo está bem, porém nesse mesmo dia em todo ano, eu tenho uma missão.
- Qual? Exclamaram as três crianças, já assustadas com o indivíduo.
Faço companhia a crianças, como vocês. Alías, adolescentes, parecem terem mais de seus 13 anos - todas sacudiram a cabeça positivamente - Continuando: gosto de contar histórias, gosto de relatar sobre coisas, momentos, nada sobre contos de fadas. Se puderem me dar a atenção, começo agora.
Se entreolharam desconfiadas, e fizeram que sim com a cabeça.
Ele abriu uma caixa, a mesma que estava em suas mãos, e nesse movimento pegou uma borboleta de bexiga, e segurou-a com uam das mãos. Dali na caixa, tirava flautas, pandeiros, desenhos, e o personagem contava sua história de vida: do acidente que sofrera, do tempo que ficou no hospital, mas graças a um homem sem esperança, que continha em viver visitando pessoas e as ouvindo ou contando causos, ele percebera que a vida tem um valor delicioso, e ao mesmo tempo confuso, quando aprendemos a ser o que somos com meros desconhecidos.
Natal, para ele, focava em apenas presentear aqueles que vemos desde nosso nascimento, amigos que nos toleram; e para aqueles que não tem nada disso? Natal seria insignificante! E quantas vezes apenas um sorriso, um olhar, uma troca de ideia com alguém que nunca vira antes, parecia a sensação de sair do mar, após muito tempo dentro dele, recuperando aquele fôlego, uma segunda chance a vida, a renovação. Hoje, sua família tinha-se afastado, porém todo dia era um novo dia de pergunta que horas eram a alguém na fila, e elogiar o sorriso da pessoa. Se essa tivesse ainda a ingenuidade e a sabedoria de uma criança, agradeceria o elogio, e o dia seria diferente para essas duas pessoas.
Terminou de contar as histórias, já raiava uns feixes de luz.
Espero que gostaram crianças!
O brilho em seus olhares já encontrava diferentes, como um susto misturado com alegria.
- Gostamos, senhor...? Disse a criança número 1.
- Me chama apenas de moço.
- Ok, moço...Obrigado, por dar o trabalho de vir de madrugada, fazer este Natal diferente! Sei lá, foi mais divertido que do ano passado, não veio ninguém nos visitar!
Ele sorriu. Despedindo, por último entregou um Pão de Mel recheado a cada um, para que depois da sensação de alívio, nada como adoçar um pouco a vida. Se olharam, sorriram. O personagem fora embora. Atravessou o corredor, saiu pela recepção, naquelas vestimentas, e ao chegar na rua, jogou o chapéu no lixo, se benzeu, e foi embora.
- Espero ter feito algo de últil como seu presente de aniversário, meu senhor - exclamou de olhos fechados.
E foi embora, misturando aos milhares que já estavam acordados, em clima de Natal.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Para não dizer que não postei no blog - espelho, espelho meu...



...existe alguma obrigatoriedade de reflexo?
Espelho reflete aquilo que se vê. A carne exatamente.
Mas, antes de continuar, HÁ QUANTO TEMPO NÃO VINHA AQUI! Estava começando a empoeira!
Anda-se em tempos sem tempos para pausa, então é nessas horas que surgi o jeitinho brasileiro de se virar para tudo!
Mas por falta de tempo, cabeça e coração, ando sem saber sobre temática, aí quando comecei ontem a postar aqui, pensando qual seria meu tema, olhei para o lado, olhando diretamente para minha imagem refletida ao espelho.
Lembrei de um dia, em uma oficina de teatro, em que deveríamos improvisar, em três movimentos, algo que tivéssemos vontade de expressar.
A minha vontade de expressar fora sobre o reflexo de alguém no espelho. Simples, uma metáfora para aqueles que refletem a imagem diante de uma massa dominadora.
Facilitando um pouco mais: Aqueles que, por algum receio, tomam-se uma forma na qual não lhe pertencem, mas agradará aos outros. Ou toma-se uma forma que, por outros receios, evita de mudar para não parar de desagradar/agradar uma esfera da atividade humana.
O espelho refletiria isso. Essa carne, essa postura, esse comportamento.
Mas e o interior? Reflete também. Se observar, quando se olha diretamente ao espelho, dentro dos olhos, você consegue refletir o seu interior. (Se for uma pessoa a ponto de aceitar a enxergar isso) Aí está a parte mais dolorida: às vezes, aquele olhar, aquela alma ali, não encaixa exatamente com o que o espelho reflete.
Estou escrevendo em um linguajar muito difícil, vamos aos fatos.
Exemplo: a busca pela magreza excessiva. Em certas pessoas dão certo, já nascem assim, mas outras, por sentirem que precisam ter esse mesmo reflexo, fazem o possível e o impossível para adquiri tal moldura.
Postura: mostra, para os outros, e tenta se autoconvencer, que determinado tipo de comportamento é o ideal pra você, e mudanças seriam drásticas. Exemplo disso como algumas meninas, por exemplo, que pagam de certinhas, de  "pessoa para casar", maioria das vezes omitindo suas vontades e opiniões para agradar outros, e ao espelho.
Voltando à minha oficina, lembro dos movimentos que fiz:
1) colocando a mão na cintura, a postura e com a roupa arrumada, mexo-me de acordo como se me admirasse ao espelho;
2) paro de frente ao espelho imaginário, meu braços se desfaz na postura e minha face fica séria;
3) em um tipo de 'explosão' bagunço minhas roupas e meu cabelo, como refletindo o que realmente tinha vontade.
Necessariamente o espelho seria como uma metáfora da reflexão que temos nos olhos das pessoas. Parece que sentimos obrigados a ser de uma forma, isso incluindo até aqueles que se mostram rebeldes, os diferentes da sociedade. Chega uma hora que aquilo toma tamanha responsabilidade e obrigação, que se em algum momento demonstrar algum comportamento diferente, será apontado por todos os lados. Tanto do lado da esfera que acompanha quanto no olhar de outras esferas da atividade humana. (Explicando: Esfera da atividade humana, segundo Bakhtin, seria formas de expressões – como arte, religião, ciência – dentro de um meio social)
Mania de espelhos! Mania de reflexos, formas, rótulos.
E bem, o que podemos fazer sobre isso? Nada. Não sou eu, pobre humana indecisa com atitudes, camaleoa desse processo, que irá salvar o mundo por isso.
A única coisa que diria era não perderem a essência dentro de ti. Aceitar mudanças sempre pode ser bom, ainda mais para melhor conhecimento de si mesmo.
Acho que seria isso! Mais uma sessão “vomitando ideias no meu blog, enquanto devia trabalhar” hehehehe!
Beijo pra quem fica, pra quem vive, pra quem busca algum sentido nessa coisa confusa que chamamos de vida, parabens pela força! o/

terça-feira, 12 de outubro de 2010

And bring back the old times!

Sons de saxofones, trompetes, danças sem vulgaridade, protestos, lutas, gritos, liberdade, amor e paz, ou paz e amor.
Sei que não sou a única do mundo que sente uma ponta de saudade dessa época.
Se bem que não fiz parte da tal juventude, mas acompanhei com os olhos, enquanto fui uma criança chegada em sorvete de chocolate, bolinha de gude, e destruir as barbies da minha irmã.
Raul Seixas, Jovem Guarda, Tim Maia, Turma da Colina, Aretha, Beatles, Aerosmith, Janis Joplin, Jackson's 5, Trem da Alegria, Balão Mágico, TV Colosso.
E tantos outros nomes desses anos 50, 60, 70, 80 e 90. Muitos falecidos, outros tomarão diferentes destinos.
Mas porque não é mais assim hoje? porque mudou tanto um monte de coisa, e nem sempre pra melhor?
Só olhar em volta, na nossa geração.
Lutas? Só se for xingar no twitter, ou reclamar na cabeça da pessoa mais próxima.
Maioria dos artistas se afogando em desgraças, em futilidades, e os outros se espelhando.
Falam ainda de amor, mas já ficou tão superficial, a ponto de todos decorarem, todos falaram para todos, como se o amor expandisse assim, fácil, quando na verdade há uma guerra, não só de armas, mas entre amigos, famílias, amizades, provocando desilusões, tristezas, mais futilidades, mesquinharias.
Cadê o glamour, a felicidade inocente, aquela coisa de vamos respeitar o próximo, viva a liberdade!?
Poucos sobreviveram aqueles tempos, a maioria foi tudo para perto de Deus, porque ele tem bom gosto.
E ficamos com isso, com a demonstração de vulgaridade e amor imbecilizado, que só persuasiva várias pessoas inocentes.
Mas aaah se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito para contar, dizer que aprendi! Queria expressa isso como expressou Tim Maia.
Queria que houvesse a semana internacional de bring back the old times. Uma semana, em todo o mundo, e recupera roupas, passos de danças, filmes, canções, política?
imagina que mágico? Uma mistura de woodstock, com rock anos 80, blues dos anos 70, jazz dos anos 60, pop no inicio dos anos 90?
Sonhar é bom também.
Vamos voltar aos tempos que, tudo bem não foi perfeito por completo, com ditaduras e guerras, mas éramos mais humanos, e dávamos maior valor no que tínhamos, no que estava próximo, que os brinquedos deixavam nossas crianças mais ativas, mas vivas, e cresciam de forma que não ficava parada no lugar.


Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar. Assim diria dessa geração que Raul expressou bem no termo. Para finalizar, poderia colocar uma lista de músicas, filmes, e isso tomaria espaço, então escolherei uma bem querida.
Viva a sociedade alternativa!


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Para não dizer que não postei no blog - momentâneo de uma roda-gira

Tá, não está desatualizado, mas isso veio como choque, como embriaguez, que em um ponto você não aguenta mais aquilo dentro de ti, e joga para fora, sentindo um alívio momentâneo.
Momentâneo, momentos....tudo aquilo que tem começo, meio e fim, as vezes nem o meio, você esquece que aquilo é momentâneo, e de repente.....acabo!

Eu sou uma pessoa momentânea. Um lado bom disso é que mudo com tudo que absorvo de bom pra mim, mas tem o lado ruim: eu sou momentânea para as pessoas.
De repente somos a coisa mais querida por alguém: só alegria, sorrisos, um eu te amo pra lá até sai
E como, após isso, a pessoa consegue atravessa o outro lado, para não poder bater em frente contigo?
E o amor, e a amizade?
Putz, valeu, foi bom, adeus!
Sou super a favor de gostar de nós mesmo, mas cá entre nós, tudo que é EXTREMO tem desvantagens.
(Agora arrependo de escrever isso, vontade momentânea de sorrir, de aplicar o Eu sou feliz, de volta aquela embriaguez, que me deixa a pessoa mais legal do universo, e todo mundo me adora, me ama, momentaneamente)
Não, o pra sempre não existe, já falei muito disso. Acredito algo com começo, meio e fim sim, porém quando chegar esse fim, que fica aquela sensação boa, aquela de quando você relembra, não se arrepende de nada dito e vivido, e quando sei lá, reencontra a pessoa com quem compartilho nisso, há ainda aquela troca de energia, que diz
Pode tudo ter acabado, mas o carinho, o respeito, e os segredos estarão guardados infinitamente, parte de uma memória. Acredite, certas coisas ficam até finais de nossas vidas, precisa! Porque senão, o que valeria isso aqui?
Isso seria o decente, e não um  a lá embriaguez: enquanto for útil, te amo! Depois não garanto nem olhar em sua cara.
Estava reparando no significado da palavra humano. Além do significado em relacionar com a espécie homo sapiens sapiens, humano está relacionado também:
Bondoso, benfazejo, compassivo.
Eu tenho vergonha, isso, VERGONHA, de ter a mesma palavra que me designa sendo usada em um termo tão bom, mas que nós, animais, façamos questão de acabar com tal riqueza. 
Hoje aplicamos o lema Viva o futuro, o presente! o mundo gira, a roda gira....
ESQUECEM também do termo girar.
Porque tudo que gira, volta ao ponto que parte. Toda ação, volta.
Peço cuidado.
Acho que agora vou girar um pouco com o mundo. Igual criança, que brinca de ciranda, dada às mãos e gira, mas sem a preocupação de nada, porque tudo passa de uma brincadeira.
Abaixo o amor e a amizade também - Meu Deus, que ainda sobreviva o respeito ao próximo. 
Infelizmente - ou graças a Deus - o mundo não depende de uma pessoa só, o problema é que quando tentamos desviar de um rebanho, muitas vezes seguimos aqueles mesmo passos, que nunca serão de benefícios. Lembrei de uma música, que relata um pouco do que sinto, se não fui clara:
I've been down and I'm wondering why
These little black clouds keep walking around with me, with me
Waste time and I'd rather be high
Think I'll walk me outside and buy a rainbow smile but be free, be all free
I look around at a beautiful life
I been the upper side of down; been the inside of out but we breathe 
I wanna breeze and an open mind
I wanna swim in the ocean, wanna take my time for me, all me
So maybe tomorrow I'll find my way home





Feliz dias da criança, pra você criança, e para ti, adulto, que ainda guarda uma criança dentro de ti, porque isso ainda salvará o mundo, não se deixe afetar!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

política e beeing sexy


Qual a semelhança? Nenhuma (ou tudo), simples: quero falar das duas coisas. A primeira é considerada chata, criticada, porém depois de um dia de eleição, no qual você ve o tipo de pessoa que vence PAULO MALUF, TIRIRICA CONSEGUIRAM VOTOS COMO DEPUTADO! começa a se refletir: o erro ta em quem gonverna, eles que são 'podres', ou a gente? Pelo que sei eles não estão lá sem o voto do povo. Se bem que muitos eleitores não tem a chance para pesquisar o canditado, é postura ingênua, e culpando isso o próprio ensino desquelificado que o país oferece, esse clico de: péssimos votos - gente imprestável no governo - nenhum melhora no país (ensino) - pessoas ingenuas e mau preparadas - péssimos votos vai ter dificuldades em ser rompido.
Não privilegiando meu voto, como se eu soubesse quem é o certo a votar, mas pelo menos estudei os candidatos, investiguei, e fui naqueles em que a proposta me agradava. Se ia cumpri ou não é complicado, aí verifiquei questões do que já fez antes etc, agora muitos tenha certeza, votaram em Tiririca porque? Porque acha graça ele falar "Pior que tá não fica"!
Bom pra ele agora também, enche bolso de grana, tá tudo certo! Ou pode me surpreender, com sua simplicidade de ser uma pessoa de classe humilde, fazer alguma diferença, também não vou julgar, não quero pagar com a língua depois.
Mas acabo esse assunto por aqui, porque levaria horas, e isso merece um trato especial. Para passar essa dorzinha de cabeça, nada melhor que um dia caliente. Hoje saindo de uma escola, vi o tanto que menininhas de sei la, 11 à 14 anos, se arrumam tanto, para ficarem bonitas, sexies. Acho engraçado porque pensava da mesma forma: Ser sexy é ser igual moças da TV em geral, todas magras, cabelo liso etcetcetc. Hoje ampliei um pouco mais isso. Diria que sexy não está relacionado à beleza sempre. Isso mesmo!
Eu julgo sexy aquilo que é diferente dos outros, comparando com comida: quando se come todo dia a mesma refeição, tudo bem que pdoe ser deliciosa e tudo mais, mas acostuma, perde a graça, tudo é igual, e mesmice sabemos que cansamos.
Aí de repente essa refeição recebe um toque a mais, ou simplesmente é modificada pra um gosto diferente, bom ainda, aí chama a atenção, torna algo mais apetitoso.
Sexy considero do mesmo jeito: Não é um bando de gente parecida, mesma forma estilo e tudo mais que despertaria algo de sexy, e sim aquela coisa diferente, bonita às vezes.
Resumindo: ser sexy é ser você mesmo, se aceitar primeiro, ter a atitude de sim, sou diferente, tenho jeito diferente, opiniões diferentes, recebendo novas quando for adepto.
Mesmice só leva a mesmice, agora diferenças leva a surpresa, ao mistério, e tem coisa mais sexy do que o mistério dessa vida, das pessoas? Humm acho que não.
Beeing sexy people! Tudo bem, esse papo foi até inutil, mas depois de tanta coisa chata, que nínguem vai da mais moral, quis elevar um lado gostoso de todo mundo.
beijos calientes, e lembre-se, tanto pro lado político (sim) quanto em ser sexy, ou alguém na vida: depende apenas de você em fazer esta diferença significativa (ou não).
Fiquei agora com um vídeo que eu acho sexy demais. Não, não tem beyoncé, nem lady Gaga, nenhum bunda grande, tem atitudes sexys, vídeo provocante!